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Mostrando postagens de Março, 2013

Futebol e racismo: uma reflexão

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Esta postagem está sendo escrita com o maior cuidado. Eunão sou branco, não sou racista, odeio racismo e qualquer forma de preconceito que possa impedir qualquer cidadão de ter acesso aos benefícios que a vida oferece. 
Mas é preciso tocar neste tema para que ao mesmo tempo que possamos garantir o direito a todos, estimular também a evolução de todos, pois tão ruim  quanto ser considerado inferior e usar essa mesma condição de inferior par obter vantagens e se estagnar na evolução sobretudo intelectual.
Apesar de condenável, o racismo muitas vezes é usado como desculpa para fugir de críticas construtivas. Os brasileiros são um povo que odeia se evoluir, odeia intelectualidade e prefere ser chamado de inteligente, evoluído e outras qualidades, sem ser de fato, já que para ser exige esforço e uma mudança radical de costumes e convicções.
Origem pobre reforça racismo
Os jogadores de futebol em sua maioria vem de classes humildes. usando o discernimento e despidos de qualquer preconceito, so…

Mídia já começa a estimular o fanatismo futebolístico

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Estamos carecas de saber que para a mídia e mercado publicitário, brasileiro é sinônimo de torcedor de futebol. Eles desprezam a existência de algum brasileiro que se recuse a curtir o famoso esporte, infelizmente transformado em orgulho nacional e por isso mesmo, uma obrigação social, quase uma regra de etiqueta.
Esse desrespeito a quem não curte futebol poderia ser enquadrado em qualquer tipo de preconceito contra o ser humano, já que se a etiqueta social obriga a pessoa a gostar de futebol (com o direito de ter um time de futebol "na carteira de identidade", como se fosse um número de RG), a Constituição Federal não obriga. E no Brasil, felizmente, uma lei nunca pode contradizer a Constituição Federal. 
Mas por ser uma atividade de lazer, fica difícil reivindicar algum tipo de respeito a quem não curte futebol. Até as autoridades do Poder Executivo preferem ignorar a existência de quem não curte futebol. Quem se assume alheio ao mítico esporte fica completamente abandonado,…

Esporte e consciência social

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Infelizmente, apesar da imensa influência que exercem para a sociedade, os esportistas são, em regra, alienados e bastante conservadores. Demonstram claramente o desinteresse em mudar a sociedade e se recusam a derrubar conceitos consagrados e melhorar costumes. Se limitam a exaltar a vitória em competições, se esquecendo que competir é uma prática que estimula o egoísmo, o pior de nossos defeitos e que deveria ter desaparecido há séculos.
Não vejo nenhum exemplo de transformação social que seja conduzida por algum esportista. No máximo, são aquelas instituições filantrópicas que propõem soluções paliativas e se baseiam naquela ideia tosca de que pobre só sabe jogar bola e tocar tambor. Há exceções quanto a isso, mas sobram dedos para contá-las.
Mas um esportista assumir publicamente uma postura considerada subversiva nunca aconteceu no Brasil. Brasileiros tem medo de mudanças e defender valores estabelecidos, mesmo errados, é hábito muito comum e traz tranquilidade para quem evita qual…

Globo usa jovem atriz para estimular o fanatismo futebolístico às vésperas da copa

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Era só o que faltava. Com um monte de atrizes brasileiras abrindo os braços e as pernas para a cultura do povão, não para de surgir alguma que adere com entusiasmo à correnteza que conduz aqueles que não possuem gosto e vontade próprias.
Recententemente teve o caso de Marjorie Estiano, que admitiu gostar de música brega. Agora é a vez da niteroiense Isabelle Drummond, que após virar cantora brega na novela passada, agora vai virar uma tomboy girl (garota hétero de trejeitos masculinos) futebosteira, torcedora do Corinthians, o time da Globo.
Só para alertar, o Corinthians é o time do pupilo da CBF Andrés Sanchez (primo de Yoani e de Pedro Alexandre?), futuro herdeiro de Ricardo Teixeira e maior cartola do país entre os mais jovens. A Globo, acionista da CBF, sempre defendeu o Corinthians e teve que abrir mão da ética para defender também os seus interesses no episódio recente da bomba que puniu integrantes de uma torcida organizada. Ou seja, tudo subjetivo, tudo no pessoal, tudo em famí…

Neymar poderá se tornar um herói: mas não como todos estão pensando

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O jogador Neymar certamente foi "educado" para ser o grande astro da copa de 2014. Ninguém pode negar que esta copa foi feita para ele. Muita gente pode até fingir que está de saco cheio do rapaz, mas para todo aquele que gosta de futebol, o franzino santista será o grande "herói" que iludirá as massas na copa que será realizada no país de OZ.
Mas ao meu ver, se o Neymar quer realmente se tornar um herói de fato, sem aspas, e totalmente de acordo com a realidade, ele deveria assumir uma postura inédita, acabando com o encanto de conto de fadas que nunca saí do futebol brasileiro.
Poderia, antes de tudo, interromper a sua carreira, mesmo abrindo mão da copa construída para ele, para poder estudar e servir de exemplo de conscientização para a população. Ele sumiria da mídia e voltaria alguns anos depois, já com a copa de 2014 encerrada, mais intelectualizado e menos farrista, com uma postura digna de ser realmente admirada por todos, incluindo os que não curtem futebol…

A diferença entre os praticantes de atletismo e os jogadores de futebol

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Conversando com uma pessoa sobre o fato dos jogadores de futebol terem origem pobre e baixa escolaridade, a pessoa com quem eu estava conversando rebateu as críticas argumentando que praticantes de atletismo, sobretudo das corridas, eram também pobres e de baixa escolaridade. Na hora não pude contra-argumentar, mas refleti sobre isso depois e cheguei a conclusão que minhas críticas aos jogadores de futebol estavam certas e faziam sentido. Vou explicar porquê.
Realmente o atletismo, em sua maioria, se caracteriza pelos praticantes de origem pobre e baixa escolaridade. Isto é fato. O problema está na influência que o atleta exerce sobre a sociedade. 
Os praticantes de atletismo não possuem a influência social que lhes garanta o poder de formar a opinião da sociedade, algo que é muito visível no jogador de futebol, praticante da mais popular modalidade esportiva do país, confundida frequentemente com patriotismo e obrigação social.
A popularidade imensa e compulsória do futebol estimula e g…

Futebol e diversidade

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O  Brasil é um país com vocação para a diversidade. Enorme e com uma população de origens e características bem diferentes, deveria haver uma priorização à variedade em todos os setores e assuntos.
Mas pelo que parece, a população brasileira tem uma silenciosa raiva de ser diversificado. tenta, através de regras e preconceitos, eliminar a diversidade, padronizando costumes e características. E o auge disso se observa no gosto esportivo, praticamente monopolizado pelo futebol.
Porque numa sociedade que se pretende tão diversificada, no gosto esportivo, ainda queremos ser padronizados, consagrando o monopólio do futebol, desrespeitando aqueles que preferem não aderir a popularíssima modalidade esportiva?
Na verdade, está consagrada a ideia de que o futebol não é uma forma de lazer mas, pasmem, uma obrigação cívico/social. Muitos sem admitir, gostam de futebol mais por obrigação do que por prazer, já que acreditam que se ficarem alheios a essa modalidade, não terão acesso aos benefícios que…

Yes, nós temos tênis

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OBS: Acredito que a impopularidade do tênis no Brasil se deve em conta a um preconceito por ele ser um esporte típico das elites. No lazer, não só no esporte, convencionou-se a se admirar apenas aquilo que vem das classes excluídas. O MMA e o futebol são populares por causa disso.
Ou seja, rico e/ou intelectual só serve para assuntos sérios (leis, dinheiro, política) e o lazer tem que vir "da rua", das classes pobres (de baixa escolaridade e ainda mais baixa capacidade de discernimento). Igualzinho como na Idade Média, quando os bobos da corte eram recrutados em áreas mais pobres. 
Ficou assim: substitui-se um preconceito (contra pobres/burros) por outro (contra ricos/intelectuais).
Mudando, mas ainda falando sobre tênis, esse é um esporte que eu gostaria de praticar. O tipo de agilidade exigida é compatível com as minhas capacidades.
Yes, nós temos tênis

Álvaro José - Portal R7 (Record)

Os derrotistas de plantão viam um futuro negro para o Brasil na Copa Davis de tênis. A competi…

Futebol pode se tornar um esporte para mulheres, mesmo com jogadores masculinos

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O futebol, em nosso país, é um dever social. Para a maioria, gostar de futebol é um sinal de simpatia e respeito ao outro, mesmo que de fato não seja. As regras sociais impuseram essa ideia há décadas. Mesmo assim, nota-se um aumento na quantidade de homens que se assumem não gostar de futebol. Mas na contramão, aumenta o número de mulheres que gostam.
Mulheres, por cultura (não por biologia, como muitos pensam), são mais submissas as regras sociais. É mais difícil encontrar mulheres que tenham opiniões e gostos diferentes da maioria do que homens. Por isso mesmo, incluído o medo de ficarem sozinhas (sem amigos), as mulheres, que tradicionalmente esnobaram o citado esporte, estão cada vez mais aderindo, sobretudo entre as gerações mais novas.
Está acontecendo entre as mulheres mais jovens o que já acontece com os homens idosos: uma quase unanimidade em relação ao futebol. Uma adesão compulsória com características de vício igual ao das drogas. Uma adesão que desconhece-se o motivo real,…