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Grito de "gol" dos cariocas é para afirmar masculinidade

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Quem vive no Rio de Janeiro sabe que na sociedade carioca o futebol não somente é obrigação social como é regra de etiqueta. A sociedade carioca está dividida entre quatro times: Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo. Cariocas são obrigados a escolher um dos quatro times e mesmo não assistindo a um só jogo e desconhecendo o nome dos principais craques, quem não optar por entre um dos quatro se encontra em sérios apuros, sendo vítima de claros preconceitos.
Mas para os homens cariocas, o futebol tem um significado a mais, o que aumenta a obrigatoriedade: o futebol é o meio de afirmar a masculinidade. Para cariocas, homem não é aquele que gosta de mulher. Homem é aquele que gosta de futebol. Se você for gay e gostar de futebol, você é respeitado como macho viril e tem a sua masculinidade comprovada. Mas se você é daqueles que não trocaria mulheres por um joguinho de futebol, ih... pode se preparar para apanhar de homofóbicos.
Você já deve ter ouvido como um carioca comemora a vitória …

Esquerdistas: Direitistas também gostam de futebol

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Quando o assunto é lazer e cultura, os esquerdistas costumam pisar em tomate e não raramente em cocô. Não raramente costumam tratar supérfluo como necessário e enxergar espontaneidade na mais fajuta armação de produtores "artísticos". Se esquecem que por trás do lazer está a mais nociva manipulação empresarial para manter o povo alienado no tempo livre em que não está subjugado a um patrão ou coisa parecida.
As esquerdas enxergam o futebol como símbolo cívico e acham que isso tem que ser mantido, por mais fútil e inútil que seja a modalidade esportiva. Fazem questão que a seleção da CBF esteja presente em todas as copas e se puder, transforme as conquistas em rotina, por mais monótona que possa parecer. Afinal, para um país sem identidade e com baixa auto-estima, nada melhor que usar o lazer para se autoafirmar quando isso não acontece em situações mais sérias e necessárias.
Mas uma coisa que noto é que muitos esquerdistas tratam o futebol como se não houvessem cartolas env…