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Miguel do Rosário faz hangout com camiseta da CBF

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Miguel do Rosário é um dos melhores jornalistas da atualidade. Suas análises são precisas, detalhadas e sempre comprovadas através de dados. Nossa equipe é fã do cara e sempre assiste seus hangouts (chats através de vídeo) e lê os excelentes artigos de seu site Cafezinho.
Mas em um de seus hangouts, uma coisa chamou a atenção que nos deixou um pouco encafifados, quase impedindo de prestar a atenção no hangout em si. Como se este hangout estivesse sendo apresentado por alguém com uma verruga gigante na cara.
Miguel do Rosário estava usando uma camiseta da CBF. Nada contra o fato dele gostar de futebol (ainda mais que ele é carioca e cariocas são obrigados pelas regras sociais a gostar de futebol). Mas as circunstâncias político-sociais do Brasil e o fato de que Rosário é um crítico da grande mídia e da corrupção praticada por cartolas, a camiseta ganha um significado muito alem do que simples apologia a uma modalidade esportiva.
Rosário tem todo o direito de gostar de futebol. Mas ele…

Novo escândalo no futebol tem muito a ver com a imposição do mito de "dever cívico" atribuído a modalidade

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Quando eu era criança, os adultos tratavam minhas brincadeiras com um certo desprezo, como se não tivesse nenhuma importância. Crescido, finalmente entendi o porque do desprezo, pois percebi que brincadeiras só servem para divertir e somente em raros casos servem para alguma coisa séria.
Mas chegando à vida adulta, percebi que para muitas pessoas, certos hábitos não mudam e algumas brincadeiras de adulto passaram a ser excessivamente levadas a sério, como se fossem obrigações, a ponto de unir e desunir pessoas que pensam ser esta forma de lazer crucial para o destino não somente dessas pessoas, mas de toda a sociedade brasileira.
Por muitos anos, brasileiros crescera achando que o futebol não era apenas uma forma de lazer mas um dever cívico, uma obrigação que toda a sociedade seria obrigado a seguir por suposto amor à pátria. Era a nossa forma de manifestar o patriotismo, já que não somos patriotas em ocasiões de maior seriedade, pois não nos incomodamos com a perda de nossos direit…

A derrota do Flamengo e a mania de levar o futebol a sério

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Rio de Janeiro é um estado em crise. Mas não faz mal. Se o estado for completamente destruído e sobrar apenas o Maracanã, a população fluminense, e principalmente a carioca, respirará tranquila. Salvou o seu bem mais valioso.
Cariocas são fanáticos por futebol. Incluem a vitória de um time à qualidade de vida mesmo que esta vitória nada traga de concretamente positivo a seus torcedores. É como uma religião onde o abstrato e intocável representa uma alegria muito maior que o concreto. É como ser feliz com uma alegria imaginária, fictícia e intocável.
A derrota de ontem do Flamengo no jogo contra o Cruzeiro entristeceu os cariocas que estão muito felizes com a decadência do estado. Afinal, esta decadência não está sendo causada por um partido de esquerda, o que alivia os tradicionalmente conservadores cariocas.
Como o futebol substitui a qualidade de vida, o foco dos cariocas é ver os seus times e a "seleção" do Pato Amarelo do ganancioso Neymar vencendo campeonato importante…

Grito de "gol" dos cariocas é para afirmar masculinidade

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Quem vive no Rio de Janeiro sabe que na sociedade carioca o futebol não somente é obrigação social como é regra de etiqueta. A sociedade carioca está dividida entre quatro times: Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo. Cariocas são obrigados a escolher um dos quatro times e mesmo não assistindo a um só jogo e desconhecendo o nome dos principais craques, quem não optar por entre um dos quatro se encontra em sérios apuros, sendo vítima de claros preconceitos.
Mas para os homens cariocas, o futebol tem um significado a mais, o que aumenta a obrigatoriedade: o futebol é o meio de afirmar a masculinidade. Para cariocas, homem não é aquele que gosta de mulher. Homem é aquele que gosta de futebol. Se você for gay e gostar de futebol, você é respeitado como macho viril e tem a sua masculinidade comprovada. Mas se você é daqueles que não trocaria mulheres por um joguinho de futebol, ih... pode se preparar para apanhar de homofóbicos.
Você já deve ter ouvido como um carioca comemora a vitória …

Esquerdistas: Direitistas também gostam de futebol

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Quando o assunto é lazer e cultura, os esquerdistas costumam pisar em tomate e não raramente em cocô. Não raramente costumam tratar supérfluo como necessário e enxergar espontaneidade na mais fajuta armação de produtores "artísticos". Se esquecem que por trás do lazer está a mais nociva manipulação empresarial para manter o povo alienado no tempo livre em que não está subjugado a um patrão ou coisa parecida.
As esquerdas enxergam o futebol como símbolo cívico e acham que isso tem que ser mantido, por mais fútil e inútil que seja a modalidade esportiva. Fazem questão que a seleção da CBF esteja presente em todas as copas e se puder, transforme as conquistas em rotina, por mais monótona que possa parecer. Afinal, para um país sem identidade e com baixa auto-estima, nada melhor que usar o lazer para se autoafirmar quando isso não acontece em situações mais sérias e necessárias.
Mas uma coisa que noto é que muitos esquerdistas tratam o futebol como se não houvessem cartolas env…